A Ciência do Yoga aplicada à Educação

Um diálogo entre uma mãe e um yogi

Quais são as abordagens conscientes/sensíveis que devo utilizar para despertar nos meus filhos a reflexão e conseguir sair das abordagens dogmáticas?

Primeiramente, antes de desejar ter práticas de abordagens conscientes/sensíveis para despertar nos seus filhos a reflexão e sair das abordagens dogmáticas, é necessário que você, como educadora e mãe, assuma total responsabilidade sobre seu próprio processo educativo, traçando sua jornada educativa com um grau de consciência mais elevado.

É somente mantendo o seu estado interno equilibrado é que haverá alguma chance de você proporcionar o mesmo para o seu filho, sim ou não?

A todo instante uma mãe está compartilhando sua energia com as crianças, adolescentes e jovens adultos que estão em estágios iniciais das suas trajetórias educativas.
(lembre-se que eles são seres humanos assim como você! rs).

Para poder contribuir no processo de manter vibrante aquela vida que é o seu filho, faz sentido que você se torne isso, certo? Isso é educação por inspiração (= pelo exemplo).

Somente a partir disso, será possível transmitir gradual e espontaneamente o que descobriu dentro de si mesma, atingindo inclusive uma dimensão mais profunda, além da comunicação verbal/intelectual.

Saiba que as crianças aprendem muito mais observando sua maneira de pensar e agir do que meramente ouvindo as palavras daquilo que alguém ACHA que é o “modo correto” de se viver, entende?

Para atingir essa maior profundidade interna existe um método científico milenar: a Ciência do Yoga.

Como eu, educadora posso me aprofundar na ciência do Yoga para atingir essa evolução e consciência livre de dogmas e julgamentos, na prática?

A palavra  Yoga significa União.

(e não “colocar o pé na nuca” ou “fica de ponta-cabeça” rs)

As práticas do Yoga, que vão muito além das “yogásanas” (posturas físicas) realizam uma verdadeira transmutação interna do mecanismo humano, possibilitando uma desconstrução das limitações que engessam a personalidade de um ser humano e uma dissolução dos “tijolos da muralha mental” que mantém uma ilusão de separação entre você e o universo.

Essa descrição pode parecer abstrata e sutil, mas resultado disso é muito concreto: um ser humano que vive de maneira leve, flexível, alegre, vibrante e com altíssima criatividade para desenvolver soluções para os desafios de si mesmo e da sua comunidade.

Minha vez de perguntar a você, mãe: se o seu filho tiver um bom domínio do seu corpo mental, incluindo suas emoções, e um bom domínio do seu corpo físico, tendo a sensibilidade para discernir aquilo que lhe faz bem ou não, e a clareza para tomar boas decisões na vida, o que mais pode lhe faltar?

Prosperidade material suficiente para ele sobreviver com dignidade será um desafio que ele resolverá com um sorriso no rosto, tranquilamente 😉

Essas abordagens conscientes incluem acolhimento (=habilidade de escutar com atenção sem julgamentos), simplesmente estando 100% presente e aberto para a expressão do outro.
Esse acolhimento é um início de um processo de diálogo, situação em que se pode fazer uso de perguntas, por exemplo.

A pergunta é uma ferramenta poderosa da comunicação, pois induz o ser humano a redirecionar a sua  atenção para dentro, observando suas emoções, sentimentos , comportamentos e, portanto, tendo a possibilidade de exercitar a livre-expressão, inclusive verbalmente.
Um diálogo conduzido dessa maneira também é prática contemplada na Ciência do Yoga, pois inclui shravana (escutar atentamente sem julgar, ahimsa (não-violência de pensamentos, verbalização e comportamento físico) e anukampa (compaixão).

Veja: compaixão é diferente de empatia.
A empatia é entender como uma pessoa pensa a partir do momento que você acessa pensamentos semelhantes ao dela, enquanto a compaixão ocorre em um nível mais profundo.

Na compaixão, você sente aquilo que o outro sente, capta as sensações e os sentimentos que vem dessas sensações. É uma situação de profunda conexão, pois é a expressão e manifestação do Amor.

Amor que é percepção de União, ou seja, considerar que não existe você e aquele ser humano, e sim NÓS.
Essa percepção só ocorre quando você abandona, conscientemente, seus limites auto impostos (inconscientemente).

A benção da maternidade reside na possibilidade de perceber você como mãe/educadora colocando o bem-estar de um outro ser humano acima do seu, incondicionalmente (independente do comportamento dele).

Isso é um experiência de devoção que independe da compreensão intelectual dos fatos, dos conflitos e das frustrações.

O Yoga é uma abordagem científica para se viver essa experiência poderosa e profundamente transformadora.

Para entender melhor a Missão da Eduzir e como a Ciência do Yoga fundamenta as ferramentas educativo-terapêuticas transmitidas a você pela Organização Filantrópica Eduzir em todos os seus programas, projetos e iniciativas, acesse eduzir.org/missão.

A ilusão coletiva sobre o que é inteligência humana...

Atualmente, existe uma grande ilusão que permeia a sociedade. Trata-se da falácia de que o intelecto é o mais alto nível de inteligência humana e, consequentemente, quem tem o intelecto desenvolvido e “é uma pessoa estudada” vai experienciar bem-estar.

Se assim fosse, as pessoas que têm mestrado e doutorado seriam as mais felizes do mundo!

Mas não é isso que nós vemos nas estatísticas, certo?

Basta observar as pessoas que passam dias, meses ou até anos presas em lembranças que geram emoções desagradáveis e as fazem se sentirem mal hoje!

O intelecto é indispensável no desenvolvimento de tecnologias que vão nos dar conforto e comodidade, que são importantes, mas não geram bem-estar interior definitivo!

Olha só o quanto nossa sociedade se desenvolveu em termos de avanço tecnológico nas últimas décadas, mas as estatísticas de aumento de violência e distúrbios psicológicos são mais alarmantes do que nunca!

Somente o domínio gradual e crescente desse mecanismo humano, composto por corpo físico, mente (incluindo as emoções) e energias internas é a chave para o verdadeiro bem-estar, a libertação do sofrimento humano e a tão procurada felicidade.

Se você quer fazer uma boa viagem na estrada da vida, é preciso saber como dirigir esse carro que você tem aí, sim ou não?

Essa inteligência é uma dimensão mais profunda da existência humana:

É ela que está por trás das grandes virtudes humanas como: criatividade, resiliência, equilíbrio mental e emocional, compaixão, generosidade, sinceridade, humildade, coragem…

…e até mesmo qualidades mercadologicamente valiosas como liderança, proatividade, protagonismo, disciplina, foco, inovação, visão estratégica, alta performance, determinação, boa tomada de decisão…

A busca pela realização de si mesmo através da libertação das próprias limitações é o processo educativo-espiritual do ser humano.

E facilitar esse processo para um outro ser humano é a essência da função do educador.

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